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Luxação de patela em cães: entenda os graus I, II, III e IV
Saiba por que a rótula sai do lugar e como a graduação participa da decisão de tratamento.
Resumo: Saiba por que a rótula sai do lugar e como a graduação participa da decisão de tratamento.
Neste artigo
O que é a luxação da patela?
A patela participa do mecanismo extensor do joelho e normalmente desliza em um sulco do fêmur. Seu deslocamento para dentro ou para fora pode estar associado a desalinhamento do membro e alterações do sulco e dos tecidos de sustentação. Levantar uma pata por alguns passos e voltar a apoiar pode ser uma manifestação, mas lesões de ligamentos e outras causas de dor precisam ser diferenciadas.
Quais raças têm maior predisposição?
A luxação medial é frequente em raças pequenas e miniatura, incluindo Chihuahua, Poodle, Lulu da Pomerânia, Yorkshire Terrier e Boston Terrier. Também pode ocorrer em cães de maior porte e em gatos. Predisposição não significa que todo indivíduo terá a alteração. O diagnóstico depende da palpação ortopédica e da avaliação do alinhamento, não apenas da raça ou de episódios de saltitar.
O que significam os quatro graus?
No grau I, a patela pode ser deslocada manualmente e retorna ao sulco. No II, pode luxar com o movimento e permanecer deslocada até extensão ou redução. No III, fica luxada habitualmente, pode ser recolocada, mas volta a sair. No IV, permanece luxada e não pode ser reduzida manualmente. Essa classificação é clínica; não deve ser tentada em casa nem confundida com uma escala de dor.
Por que avaliar todo o membro?
A palpação é complementada por observação da marcha e radiografias para estudar alinhamento, artrose e outras lesões. Deformidades mais complexas podem exigir tomografia e planejamento de correções ósseas. Ambos os joelhos devem ser examinados. A presença de luxação não explica automaticamente toda claudicação, principalmente quando aparece dor súbita ou perda importante do apoio.
Quando considerar cirurgia?
Frequência dos episódios, limitação, deformidades e idade participam da decisão. Procedimentos podem combinar realinhamento, ajuste dos tecidos e aprofundamento do sulco conforme a anatomia. A graduação isolada não define uma técnica universal. Após cirurgia, proteção do membro e reabilitação orientada são essenciais; saltos precoces e interrupção dos retornos podem comprometer a recuperação.
Fontes e referências técnicas
Consultadas em 17/10/2026. Conteúdo educativo; a avaliação individual define exames e tratamento.
Perguntas frequentes
Quais raças têm maior predisposição?
A luxação medial é frequente em raças pequenas e miniatura, incluindo Chihuahua, Poodle, Lulu da Pomerânia, Yorkshire Terrier e Boston Terrier.
Por que avaliar todo o membro?
A palpação é complementada por observação da marcha e radiografias para estudar alinhamento, artrose e outras lesões.
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